terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Admiravel Ano Novo


2012 começou bem, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) vai lançar um documento orientando os governos de todo o mundo com relação à homofobia nas escolas.

Vão constar neste documento, por exemplo: a criação de políticas específicas para atender esse público, o treinamento de professores para lidar com essa questão e a produção de materiais de combate ao preconceito contra homossexuais nas escolas.

A discriminação contra estudantes homossexuais foi tema de uma reunião esta semana no Rio de Janeiro, com a presença de especialistas de 25 países. Os participantes discutiram experiências de combate ao problema desenvolvidas por diferentes países e afirmaram que a homofobia prejudica o desempenho destes alunos e muitas vezes leva a desistencia dos jovem nos estudos por causa das humilhações sofridas.

Segundo o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, sobre o bullying sofrido por jovens homossexuais: “Ele afeta os jovens durante todo o caminho para a vida adulta, causando enorme e desnecessário sofrimento. Crianças intimidadas podem entrar em depressão e abandonar a escola. Algumas são até mesmo levadas ao suicídio. Isso é um ultraje moral, uma grave violação dos direitos humanos, além de ser uma crise de saúde pública”.

Segundo dados divulgados pela Unesco, nos Estados Unidos, mais de 90% dos estudantes LGBT dizem ter sido vítimas de homofobia. Na Nova Zelândia, 98% dos homossexuais contam que já foram abusados verbal ou fisicamente na escola. Pesquisa realizada em 2009 pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP) apontou que no Brasil 87% da comunidade escolar – sejam alunos, pais, professores ou servidores – têm algum grau de preconceito contra homossexuais.

Todos lembram quando o Ministério da Educação (MEC) preparou um kit contra a homofobia (conhecido como kit gay, mas que envolvia muitas outras questões discriminatorias) que seria distribuído em escolas de ensino médio. O material continha vídeos e cartilhas elaboradas por entidades que defendem os direitos das minorias. Entretanto a produção deste material foi vetada pelo governo após reclamações de parlamentares da bancada religiosa sobre o seu conteúdo, que também não agradou a presidenta Dilma Rousseff.

Aos menos alguns órgãos melhor informados e mais preocupados com a saude do país e do mundo como um todo estão fazendo alguma coisa em prol da educação, do respeito e da saude da população e isso já deixa esperança para esse novo ano que se inicia.

“Eu vejo um novo começo de era, de gente fina elegante e sincera...” “Eu vejo a vida melhor no futuro” (Tempos Modernos – Lulu Santos)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

PL do Ato Médico


O exame de substitutivo da Câmara ao PLS 268/02, sobre o chamado "Ato Médico" será votado na proxima semana. - http://www.senado.gov.br/noticias/adiada-votacao-de-projetos-sobre-estatuto-da-juventude-e-ato-medico.aspx

O projeto de lei estabelece quais procedimentos serão privativos de médicos, quais serão compartilhados com outros profissionais de saúde e quais serão exclusivos desses profissionais. Diversas vertentes se posicionaram contra o projeto, como profissionais de Psicologia e de Biomedicina, enquanto organizações de médicos (obviamente) se posicionaram a favor.

De acordo com o substitutivo da Câmara, cabe exclusivamente ao profissional de medicina, por exemplo, a formulação de diagnóstico e a respectiva prescrição terapêutica. Também é privativa do médico, nesta proposta, a indicação e a execução de procedimentos invasivos, sejam diagnósticos, terapêuticos ou estéticos.

O CFP e outras entidades profissionais da Saúde vem questionando o PL desde o início de sua tramitação no Congresso.

O projeto representa um retrocesso, ao dar a 340 mil médicos a exclusividade de exercer atos privativos de 3 milhões de profissionais da saúde (biomédicos, enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas, profissionais da educação física, psicólogos, técnicos em radiologia e terapeutas ocupacionais).

Segundo a presidenta da Federação Nacional dos Psicólogos, Fernanda Magano: “Precisamos intensificar a mobilização de psicólogas e psicólogos contra o PL do Ato Médico, para impedir que seja votado esse ano pela CCJ, pois não há consenso sobre o PL entre as profissões da Saúde”.



Manifesto contra o PL do Ato Médico.
http://www2.pol.org.br/main/manifesto_ato_medico.cfm